
TRATAMENTO DE EFLUENTES DE MINERAÇÃO COM ALTA CARGA DE SULFATO E METAIS
O DESAFIO DA OPERAÇÃO
Uma operação de mineração de grande porte, localizada na região amazônica, enfrentava um problema ambiental crítico. Os efluentes gerados pela operação ultrapassavam sistematicamente os padrões legais, e as estruturas de tratamento existentes não conseguiam reverter o quadro.
Três frentes contribuíam para a geração de efluentes contaminados na operação: a pilha de estéril, a pilha de rejeito, que armazena o material resultante do beneficiamento do minério e o pátio de ROM com área de oficinas.
Cada uma dessas frentes contava com seu próprio sistema de wetlands construídas para tratamento de efluentes. No papel, o sistema deveria funcionar. Na prática, dois parâmetros críticos estavam consistentemente fora dos limites legais sulfato total e zinco. O rio receptor, classificado como Classe II, exigia conformidade com a resolução CONAMA 357.
O DIAGNÓSTICO TÉCNICO
Nosso trabalho envolveu visitas técnicas de campo em todas as frentes, análise de dois anos de histórico de monitoramento de 2022 e 2023, avaliação da capacidade de carga das wetlands existentes e modelagem da zona de mistura nos pontos de lançamento no rio.
Os números foram inequívocos. Para a wetland da pilha de estéril, o desvio de carga de sulfato era de 1.326%, significando que a estrutura recebia treze vezes mais carga do que foi dimensionada para tratar. Para o zinco, esse desvio chegava a 5.838%.
A pilha de rejeito apresentava um padrão evolutivo. Em 2022, os valores de sulfato ainda estavam dentro do limite. Em 2023, a média saltou para 2.404 mg/L, indicando que o material depositado se oxidava ao longo do tempo e aumentava a geração de contaminantes.
A modelagem da zona de mistura nos pontos de lançamento PLE-01 e PLE-03 confirmou que, mesmo com a diluição proporcionada pelo rio, os parâmetros de qualidade não seriam atendidos sem um tratamento mais robusto.


A SOLUÇÃO APRESENTADA PELA GIGWATER
Com base nos ensaios de tratabilidade realizados em nosso laboratório e nas premissas definidas pelo diagnóstico, a GIGWATER propôs uma Estação de Tratamento de Efluentes Industriais com precipitação química sequencial. Trata-se de um processo que adiciona reagentes químicos ao efluente para transformar os contaminantes dissolvidos em sólidos que podem ser separados da água por sedimentação.
O processo foi estruturado em três etapas: a primeira etapa é a precipitação da gipsita, a segunda etapa é a precipitação da etringita e a terceira etapa é a carbonatação com CO₂.
RESULTADOS DA CONSULTORIA
A consultoria técnica realizada pela GIGWATER entregou à operação de mineração ganhos concretos antes mesmo da implantação da estação de tratamento proposta.
DIAGNÓSTICO APROFUNDADO COM HISTÓRICO DE DADOS
ANÁLISES BASEADAS EM NÚMERO REAIS E PRECISOS
ENTENDIMENTO DO MOTIVO DAS FALHAS NA WETLAND
VALIDAÇÃO DE ROTA TECNOLÓGICO ANTES DO INVESTIMENTO

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